CURSO HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO

Professor: Ulisses Freitas
Segundas-feiras, das 19h às 21h, via plataforma Zoom.
Início em 28 de junho.
Aulas dias: 28/6, 5, 12, 19, 26/7, 2, 9, 16, 23, 30/8, 6, 13, 20 e 27/9

INSCRIÇÕES:

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EMENTA:
Estudos da história e evolução estética do Cinema Brasileiro, desde a sua chegada no país e do cinema silencioso, passando pelas tentativas de industrialização, ciclos regionais, Cinema Novo, período da Embrafilme, até a grande crise e retomada na década de 1990, passando pela virada da era digital até a complexidade e diversidade do Cinema Brasileiro contemporâneo.

PROGRAMA:
Analisar o percurso histórico do cinema nacional sob vários aspectos: político, social, econômico, estético e tecnológico; as diversas tentativas de industrialização do cinema nacional, incluindo suas relações com outras mídias (rádio, televisão e internet); os estilos canônicos e subestimados do cinema brasileiro em seus percursos estéticos; a convivência entre um cinema popular e um cinema de arte; a influência de políticas públicas na produção; as relações entre crítica e o cinema brasileiro; o cinema brasileiro e o mercado exibidor ao longo de seu percurso histórico.

FILMOGRAFIA:
– O primeiro cinema e a era muda: pioneiros, ciclos regionais: Recife, Cataguases, São Paulo. O cenário difícil de produção de cinema no Brasil. Primeiros círculos críticos: Cinearte e Chaplin Club. Realizações importantes: Aitaré da Praia, Sinfonia de São Paulo, Barro Humano, Tesouro Perdido, Ganga Bruta. A importância de Limite. Nomes: Adhemar Gonzaga, Humberto Mauro, Edgar Brazil, Gentil Roiz, Mário
Peixoto, Carmem Santos, etc.

– O cinema clássico brasileiro. As tentativas de “hollywoodização”: Cinédia, Atlântida e Vera Cruz. O cinema popular: estudo sobre o fenômeno das chanchadas (musicais carnavalescos). Filmes: O Homem do Sputnik, Matar ou Correr, É do chuá, Jéca Tatu – Oscarito, Grande Othelo, Cil Farney, José Lewgoy, etc. O fenômeno Mazzaropi. O “neo-realismo brasileiro”: Nelson Pereira dos Santos (Rio 40 Graus, Rio Zona Norte, Vidas Secas), Assalto ao Trem Pagador (Roberto Farias), O Grande Momento (Roberto
Santos).

– Cinema moderno brasileiro. Um curioso precursor: O Pagador de Promessas. A estética da fome, a nouvelle vague “à brasileira”, o cinema marginal e uma reescritura do Brasil. Glauber Rocha (Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol, A Idade da Terra); Rogério Sganzerla (O Bandido da Luz Vermelha, Copacabana Meu Amor); Júlio Bressane (Matou a família e Foi ao Cinema, O Anjo Nasceu); Ruy Guerra (Os Fuzis, Os Cafajestes); Walter Hugo Khouri (Noite Vazia); José Mojica Marins (À meia-noite levarei sua alma); Luiz Sergio Person (São Paulo SA); Andréa Tonacci (Bang Bang); Domingos de Oliveira (Todas as mulheres do mundo).

– Anos 70 e anos Embrafilme: “desbunde”, bilheterias e decadência – Arnaldo Jabor (Tudo Bem); Jorge Bodanzky (Iracema, uma transa amazônica); Ivan Cardoso (As Sete Vampiras); Roberto Farias (Pra frente, Brasil), Bruno Barreto (Dona Flor e Seus Dois Maridos), Neville de Almeida (A Dama da Lotação), Hector Babenco (Pixote), Carlos Diegues (Bye Bye Brasil), Leon Hirszman (São Bernardo).

– Anos 80 – Curtas-metragens gaúchos, pós-modernidade, cinema comercial (influência da televisão): Sergio Toledo (Vera), Wilson Barros (Anjos da Noite), José Antonio Garcia e Ícaro Martins (Estrela Nua), Guilherme de Almeida Prado (A Dama do Cine Shangai), Jorge Furtado (Ilha das Flores), Carlos Reichenbach (Anjos do Arrabalde), Isay Weinfeld, Marcio Kogan (Fogo e Paixão).

– Retomada até 2010: após a queda enorme na produção no início dos anos 90, o cinema brasileiro ergue-se novamente e alcança resultados expressivos, aproveitando o bom momento econômico e políticas culturais: Carlota Joaquina (Carla Camurati), Walter Salles (Central do Brasil, Terra Estrangeira), Luís Fernando Carvalho (Lavoura Arcaica), Cláudio Assis (Amarelo Manga, Baixio das Bestas), Karim Aïnouz (Madame Satan, O Céu de Suely), Beto Brant (Os Matadores, Cão Sem Dono), Fernando Meirelles (Cidade de Deus), Júlio Bressane (Filme de Amor, Dias de Nietzsche em Turim), José Padilha (Tropa de Elite).

– Contemporâneos:
As Hipermulheres
Minha amiga americana
Meu amigo mineiro
Branco sai preto fica
Democracia em Vertigem
As boas maneiras
Temporada
Kabella
República
A Febre
Carne
Sertânia
Todos Mortos