CURSO DE CINEMA E ANTROPOLOGIA

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1. INFORMAÇÕES GERAIS:

SEMESTRE LETIVO: 2019.1
PROFESSORA: Patrícia Monte-Mór
ASSISTENTE: João Gustavo Monteiro de Barros
CARGA HORÁRIA: 15 horas
DATAS: NOVAS DATAS EM BREVE
INVESTIMENTO: R$500,00
10% de desconto para quem estuda ou já estudou na escola.
Ou pode ser parcelado em até 2x no cartão (presencialmente).

Dados Bancários para Depósito/Transferência (pagamentos à vista):
Banco do Brasil / AG. 0183-X / CC: 408.757-7
Instituto Brasileiro de Audiovisual
CNPJ: 02.605.336/0001-03

Importante: Envie o comprovante do depósito/transferência para os e-mails secretaria@ecdr.org.br e financeiro@ecdr.org.br

 

2. APRESENTAÇÃO:

O curso visa ampliar a noção corrente do que é a disciplina antropológica e como suas técnicas e métodos de pesquisa dialogam com a produção audiovisual ao longo dos tempos. Cinema e Antropologia tem nascimento paralelo, enquanto disciplinas intelectuais e práticas em fins do século XIX. Trazendo à tona essas reflexões, pretendemos exibir filmes e trechos de filmes que recontam essa história, da gênese aos dias atuais, problematizando a pesquisa e a produção dos filmes, o trabalho do antropólogo e do documentarista de cinema. Os conceitos de documentário/ficção, cinema etnográfico, cinema verdade, cinema do real, etnoficção, antropologia compartilhada, arte e ciência, estarão no centro de nossa conversa, apresentando autores, diretores, filmes e textos correspondentes. A Antropologia Visual é uma disciplina que se estabelece a partir dos anos 50, na França, buscando associar esses dois campos do saber, tendo como um de seus fundadores o mestre Jean Rouch. Qual o seu desenvolvimento? Quais as principais preocupações de seus realizadores? Quais os seus campos de atuação? Essa parceria entre o antropólogo e o documentarista de cinema, especialmente, tem produzido resultados audiovisuais surpreendentes, incorporando ainda questões relativas a sons, silêncios, ritmos, texturas, cores. A questão do “olhar”, do “ponto de vista” na captura da imagem é problematizado. O curso pretende explorar esse tema, incorporando também as experiências dos alunos, em tempos de novos protagonismos, novas mídias e plataformas digitais.

 

3. PROFESSORA E ASSISTENTE:

Patrícia Monte-Mór é mestre em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional/ Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Antropologia Visual. Professora no Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde coordena o Núcleo de Antropologia e Imagem/NAI. É editora da revista Cadernos de Antropologia e Imagem. Organizou de 1999 a 2007, o Atelier Livre de Cinema e Antropologia, um curso de formação voltado para o uso da imagem nas ciências sociais (NAI/UERJ), em parceria com o Prof. Marc Piault (EHESS-FR), que resultou em 20 ensaios fílmicos. Coordena diversos projetos de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da Antropologia Visual. Fez parte da criação do Prêmio Pierre Verger de Vídeo Etnográfico, da ABA, estando em sua coordenação nos primeiros três anos, a partir de 1996. Tem atuado junto a diversos festivais dedicados ao filme documentário, com ênfase na produção etnográfica, no Brasil e no exterior. Como produtora cultural é diretora da Interior Produções, sendo coordenadora e curadora do festival de cinema documentário Mostra Internacional do Filme Etnográfico, desde 1993, além de organizadora do Fórum de Cinema e Antropologia, com seminários, debates e workshops anuais, no mesmo evento. Como antropóloga, participou de diversas pesquisas na área da religiosidade popular desde os anos 80, quando desenvolveu seu interesse pelo diálogo da antropologia com a imagem. Publicou com José Inácio Parente “Horizontes e Caminhos da Antropologia Visual”. Tem artigos publicados em diversas revistas científicas, coletâneas, catálogos, tais como: “Descrevendo culturas: etnografia e cinema no Brasil”, “Tendências do documentário etnográfico”, “Religión y documentales en Brasil” e “Meu Mestre Louco: Jean Rouch e a Mostra Internacional do Filme Etnográfico”. Dirigiu os filmes “Conversa com Gilberto Velho” (2012, 24min., NAI/UERJ e PPGAS/UFRJ), “Vídeo Memórias da Antropologia no Brasil. RBA. 50 anos (2003, RBA) e “Alumbramento: retratos de mulher” (2016, 5min, Interior Produções). Em 2017 ministrou o curso Antropologia Visual, com Fabiene Gama, no Espaço Telezoom e em 2018 ministrou o curso Antropologia e Imagem, uma história de encontros, para o setor de pesquisa da TV Globo.

João Gustavo Monteiro de Barros é cientista social e editor de filmes. Possui graduação em Comunicação Social na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestrado em Ciências Sociais, também na UERJ, onde desenvolveu uma dissertação com ênfase em antropologia visual. Trabalhou como editor de vídeo e monitor no NAI – Núcleo de Antropologia e Imagem da UERJ, coordenado pela professora Patrícia Monte-Mór. Participou ativamente da produção da Mostra Internacional do Filme Etnográfico do Rio de Janeiro nas últimas quatro edições. Trabalhou como editor nos filmes documentários: Campo Cru (vencedor do Festival de Cinema Universitário de Goiás), Na Trilha do Cinema e Entre a Porta e Rua. Dirigiu e montou o documentário “Dias de Pescador”, selecionado para o Festival Internacional do Filme Etnográfico do Rio de Janeiro. Atualmente é sócio da cooperativa de audiovisual COOPAS onde edita e dirige programas da grade. Dirigiu e atualmente, finaliza o documentário etnográfico Filhos do céu, Senhores do Mar, na Ilha Grande Rio de Janeiro.

 

4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Aula 1 – Cinema e Antropologia. Definições e Primeiros passos


– Contextualização histórica. Primeiros encontros;
– Principais referências do Cinema Etnográfico.

 

Aula 2 – A Antropologia e os gêneros de documentários

– Jean Rouch, o filme participativo/antropologia compartilhada e a etnoficção;
– David MacDougall e o documentário observacional;
– O cinema novo no Brasil.

 

Aula 3 – A produção contemporânea na Antropologia Visual e a Antropologia Sensorial

– Filmes e antropólogos‐cineastas: o cinema dos antropólogos atingindo o grande público;
– Os métodos de pesquisa e os sentidos;
– Lucien Castaing‐Taylor e a antropologia sensorial.

 

Aula 4 – O Cinema documentário e o diálogo com a Antropologia hoje. Cinema, televisão, plataformas digitais

– Eduardo Coutinho e o encontro “com o outro”;
– Movimento dialógico e reflexivo no documentário: Santiago, de João Moreira Salles;
– Antropologia e Cinema: novas reflexões, novos meios/formatos de produção, novos meios de exibição.

 

Aula 5 – Mídia Indígena audiovisual Brasileira

– Histórico;
– A experiência do Vídeo nas Aldeias;
– Os coletivos indígenas de cinema e suas produções.

 

 

5. INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Será emitido certificado para os participantes que tiverem o mínimo de presença exigido (75%).

Você ainda tem alguma dúvida? Entre em contato com a gente.

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