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Escola de Cinema Darcy Ribeiro Realizou Mostra João Batista de Andrade

A Escola de Cinema Darcy Ribeiro realizou a Mostra João Batista de Andrade, entre os dias 16 e 21 de maio de 2018. O evento foi encerrado com a exibição de “Liberdade de Imprensa” (1967), marco do documentário brasileiro, seguida de debate com João Batista de Andrade que foi recebido por Irene Ferraz, diretora da Escola de Cinema Darcy Ribeiro (foto). A mostra fez parte da programação oficial do Seminário de Capacitação em Produção Audiovisual realizado pela Escola Darcy Ribeiro.

Mineiro de Ituiutaba, o escritor e cineasta João Batista de Andrade, 65 anos, é doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo. Autor de 11 longa metragens, de documentários e filmes para a televisão. Entre seus filmes mais conhecidos destacam-se DoramundoO Homem que Virou SucoO País dos Tenentes, que recebeu cinco prêmios no Festival de Brasília e foi considerado o melhor filme pelo RioCine em 1987, Vlado – 30 anos depoisLiberdade de Imprensa.

Como escritor, é autor do livro ‘Perdido no Meio da Rua’ e ‘O Portal dos Sonhos’, entre outros títulos. Em 2002, lançou ‘O Povo Fala’, com a sua tese de Doutoramento em Comunicação pela USP. Além do cinema e da literatura, João Batista de Andrade ocupou diversos cargos ligados ao cinema e à cultura brasileira. Presidiu a Associação de Cineastas de São Paulo (APACI) e a Cinemateca Brasileira, foi conselheiro do Museu da Imagem e do Som – MIS e coordenador-geral do FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) em sua primeira e terceira edições.

 

Filmes exibidos

Quarta-feira, 16/05, às 17h50, Sala Leila Diniz:

“Vlado – 30 anos depois”(Brasil, 2005, 70 min). Filme extremamente pessoal de João Batista de Andrade em que conta a trajetória do jornalista Vladimir Herzog, de quem o diretor foi amigo e colega de trabalho e que foi assassinado nos porões da ditadura militar. O documentário soma relatos de amigos e colegas do jornalista, morto em 1975 pela repressão, para chegar a uma ideia geral daquele momento por meio de experiências pessoais – entre as quais, o depoimento da viúva Clarice, e de pessoas que conviveram com Vlado.

Quinta-feira, 17/05), às 17h50, Sala Leila Diniz:

“Restos”(Brasil, 10 min, 1975). O filme foi apreendido e proibido em 1975, na Jornada de Curta­ Metragem (Bahia). A primeira exibição publica ocorreu em novembro de 2003, na Mostra de Cinema de Arquivo, RECINE. A cópia foi doada pela Polícia Federal ao Arquivo NacionalCatadores que dependem da coleta do lixo em São Paulo protestam contra a transformação de um lixão em aterro sanitário, enfrentando os tratores e a repressão policial. 

“Migrantes”(Brasil, 10 min, 1973). Prêmio de Melhor Filme na Jornada Brasileira de Curta Metragem de Salvador, 1973.  Diálogo improvisado entre um trabalhador de origem nordestina morando com sua família sob um viaduto de São Paulo e um transeunte, portador do preconceito paulistano contra esse tipo de migrante.

“Pedreira”(Brasil, 7 min, 1973). O problema dos acidentes de trabalho no Brasil, com base nos dados do Congresso de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Vitória, Espírito Santo, em 1973. O filme aborda o problema a partir do trabalho em pedreiras, onde se verificam muitos acidentes. Discute a forma de trabalho, os perigos e “vive” a situação de ameaça das explosões. Realizado para a TV Cultura.

Caso Norte”(Brasil, 38 min, 1977). Uma reportagem que trabalha documentário e ficção para relatar a morte de um migrante nordestino e a dura vida de outro, que o matou com três tiros. Realizado para o Globo Repórter Documento. Indicado pela crítica como um dos 10 melhores programas de TV do Ano.

Sexta- feira, 18/05, às 17h50, Sala Leila Diniz:

Wilsinho Galileia” (Brasil, 1978, 62 min). A história do criminoso conhecido como Wilsinho Galileia, envolvido em atividades violentas desde a adolescência até o começo de sua vida adulta, quando fora executado pela Polícia aos 18 anos. Realizado para o Globo Repórter Documento.

Segunda-Feira, 21/05, às 19h, Sala Ruy Guerra:

Sessão especial seguida de debate com o João Batista de Andrade

“Liberdade de Imprensa”(Brasil, 1967, 25 min). Realizado pelo Grêmio da Faculdade de Filosofia da USP e Jornal Amanhã (UNE). Depoimentos: Tavares de Miranda, Carlos Lacerda, Dep. João Calmon, Genival Rabello e Marcus Pereira, Celso Monteiro da Cunha

Documentário que aproveita a efervescência do momento histórico que o Brasil vivia (o governo tinha acabado de aprovar uma lei de imprensa extremamente restritiva) para fazer um painel da época, alternando imagens dos principais acontecimentos com entrevistas de especialistas e políticos. 

Site oficial do cineasta: http://joaobatista.upsites.digital/

 

 

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