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Minc e ANCINE anunciam R$ 471 Milhões Para o Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro

Nesta segunda-feira, 12 de março, o Ministério da Cultura e a Agência Nacional de Cinema – ANCINE, representados pelo ministro da cultura, Sérgio Sá Leitão, e o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, apresentaram os novos recursos disponibilizados para o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro, cerca de R$ 471 milhões de Reais, no lançamento da segunda fase do Programa #audiovisualgerafuturo, contemplando exibição e Produção para Cinema e TV. A expectativa é que ao final de 2018, os investimentos atingirão R$ 1 Bilhão e 250 milhões de Reais.

O evento aconteceu no Cine Odeon, no Rio de Janeiro, com as presenças do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão; do diretor-presidente da ANCINE, Christian de Castro; dos diretores da ANCINE, Debora Ivanov e Alex Braga Muniz, além de produtores e cineastas como Caca Diegues, Tizuka Yamasaki, a diretora da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Irene Ferraz, entre outros.

Confira as seis chamadas públicas anunciadas na segunda etapa do programa#audiovisualgerafuturo:

– PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA/SELETIVO (antigos PRODECINE 01 e 05)

O edital, destinado a produtoras brasileiras independentes, busca ampliar a produção de filmes brasileiros com foco tanto em aspectos comerciais quanto artísticos, garantindo a diversidade na produção nacional. A chamada será dividida em duas modalidades:

– Modalidade A (Livre), com investimentos de até R$ 6 milhões por projeto. O total de recursos destinados a essa modalidade será de R$ 60 milhões.

– Modalidade B (Foco artístico), com investimentos de até R$ 3 milhões. O total de recursos destinados a essa modalidade será de R$ 40 milhões.

O mérito dos projetos será analisado por dois pareceristas externos, credenciados por edital. A aferição dos critérios objetivos será feita por servidores da ANCINE a partir de parâmetros definidos pelo Comitê Gestor do FSA.

– PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA /FLUXO AUTOMÁTICO (antigos PRODECINE 02 e 04)

Serão destinados R$ 150 milhões para produção cinematográfica, que podem ser acessados por produtoras e distribuidoras brasileiras. As produtoras só poderão dispor de até 10% do valor total dos recursos, e as distribuidoras, 30%. O limite por projeto será de R$ 6 milhões.

A produtora proponente deverá apresentar contrato de distribuição com empresa brasileira independente. Distribuidoras estrangeiras só serão aceitas como codistribuidoras.

O objetivo da chamada é fortalecer a associação entre empresas produtoras e distribuidoras brasileiras, ampliando a competitividade dos filmes nacionais.

– FLUXO AUTOMÁTICO DE PRODUÇÃO PARA TV (antigos PRODAV 01 e 02)

Serão destinados R$ 120 milhões para a produção de conteúdos para TV, que podem ser acessados por produtoras independentes e por emissoras e programadoras brasileiras, respeitando-se o limite de 10% para a  produtora e 30% para a programadora.

As programadoras estrangeiras serão aceitas somente no módulo em que a produtora é a proponente. Havendo a possibilidade de exibição em canal internacional como primeira janela, só serão aceitos os casos em que os direitos de exploração no Brasil permaneçam com a produtora brasileira independente. O objetivo é ampliar a presença do conteúdo nacional nas grades de programação dos canais brasileiros e estrangeiros.

– DISTRIBUIÇÃO CINEMATOGRÁFICA / FLUXO AUTOMÁTICO (antigo PRODECINE 03)

Linha destinada à comercialização de obras cinematográficas com destinação inicial ao mercado de salas de exibição.

São três modalidades de investimento, de acordo com o tamanho do lançamento do longa-metragem de ficção, documentário ou animação.  Será disponibilizada um total de R$ 28 milhões para investimentos. A modalidade A investe na distribuição de obras com lançamento comercial em, no mínimo, 100 salas de cinema, simultaneamente, por ao menos uma semana.

Na modalidade B são investidos recursos para o lançamento em, no mínimo, 10 salas de cinema, ou 120 sessões simultâneas em ao menos uma semana. Já a modalidade C atende os lançamentos em, no mínimo, 10 salas, ou 140 sessões não simultâneas ao longo do período de exibição.

– TVS PÚBLICAS

Em sua terceira edição, a principal novidade é a inclusão dos canais legislativos entre os canais aptos à exibição das obras, unindo-se aos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural. Serão produzidas 80 obras, divididas da seguinte forma:

  • 3 Temas Livres – 15 obras
    • 5 séries de ficção
    • 5 séries de animação
    • 5 séries documentário
  • 13 Blocos Temáticos – 65 obras
    • 2 blocos ficção (profissão / histórico)
    • 2 blocos animação (infantil e infanto-juvenil)
    • 9 blocos DOC (jovem, infantil, sociedade e meio ambiente, biográfico, diversidade de gênero, raça, sexualidade, manifestações culturais, qualidade de vida)

– PRÊMIO ADICIONAL DE RENDA (PAR) EXIBIÇÃO

O edital, que se destina aos pequenos exibidores brasileiros, tem por objetivo ampliar a exibição de filmes nacionais, premiando as empresas exibidoras em função da quantidade e diversidade de filmes nacionais exibidos. Serão destinados R$ 3 milhões para complexos de até duas salas, pertencentes a grupos de até 20 salas.

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