Mariana Luiza: roteirista da #GeraçãoDarcy

A história de Mariana Luiza, roteirista, 38 anos, com o cinema é recente. Sua paixão sempre foi a literatura. Ela foi e ainda é leitora voraz e quando nova só frequentava o cinema para acompanhar sua mãe, com quem assistiu a muitos filmes italianos por conta de uma paixão pelo Marcello Mastroianni. Como a sua família não tinha tradição artística, e muito menos dinheiro, o sonho de ser escritora ficou num lugar das impossibilidades da vida. Mas em 2008, com o boom do audiovisual brasileiro, decidiu estudar roteiro cinematográfico, porque era o mais próximo à literatura que acreditava poder alcançar. “Fazer cinema nunca havia me passado pela cabeça. Era uma arte (e ainda é) majoritariamente masculina e branca. Para herdeiros. Mas resolvi arriscar….” diz Mariana.

 

A paixão com a Darcy Ribeiro já era antiga e, em 2017, morando no Rio, veio estudar direção, por um desejo de poder contar suas próprias narrativas. Percebia que a roteirização não dava conta disso, porque por mais que colocasse sua própria voz no roteiro, ela seria interpretada por um diretor, que nem sempre entenderia o que ela buscava dizer com cada cena. Ela começou cursando direção, mas acabou mudando para montagem, pois viu que na montagem é possível roteirizar com o que se tem de concreto. E assim se apaixonou por essa linguagem.

 

Mariana diz ter tido professores muito generosos. Alguns se tornaram amigos que levará para a vida: Ángel Díez, Renato Vallone… Para ela, o cinema tem disso, a magia dos encontros: “acho que de tudo que aprendi na Darcy (que foram muitas coisas além do conteúdo das disciplinas) o que me foi mais potente foram os encontros.” Seu último curta como roteirista e realizadora, Casca de Baobá, circulou por mais de 50 festivais, vencendo 6 prêmios, inclusive do prêmo de roteiro da primeira edição do ROTA – Festival de Roteiros criados por ex-alunos da Darcy. Como roteirista e pesquisadora Mariana atuou para Bananeira Filmes, Conspiração e Coqueirão Pictures. Atualmente trabalha em dois projetos de curta-metragem autoral e roteirisa o longa-metragem de ficção, Corte Real, da diretora Júlia de Simone.

 

Já assistiu à “Casca de Baobá”? Este e outros trabalhos da #GeraçãoDarcy estão em nosso canal no YouTube: http://bit.ly/geracaodarcy

 


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