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Longa Documental “AIKEWARA, a Ressureição de um Povo” Teve Exibição Especial na Escola de Cinema Darcy Ribeiro

AIKEWARA, a Ressureição de um Povo, longa documental, com 80 minutos, de Luiz Arnaldo Campos e Célia Maracajá, diretores que tem estreita relação profissional com os povos indígenas, teve exibição especial na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, dia 1º de junho, 19 horas, Sala Ruy Guerra. O documentário, com a fotografia de Hélio Furtado, importante diretor de fotografia e câmera da Amazônia,  aborda a resistência do povo Aikewara-Suruí diante da violência sofrida durante a Guerrilha do Araguaia, entre os anos 1972-74, quando a presença militar em suas terras  ameaçou a destruição de sua cultura. Além de serem proibidos de pescar, caçar, cultivar, viram suas mulheres serem violadas, e testemunharam barbáries, 12 jovens guerreiros foram obrigados a alistarem-se como soldados.

O filme é resultado de dois anos de convívio com os Aikewaras, com o apoio da Comissão Aikewara-Suruí da Verdade. Durante a estadia em terras suruí a diretora Celia Maracajá ministrou uma Oficina de Audiovisual Indígena — que teve a participação de jovens e de guerreiros veteranos como Massu e Arekaxu, protagonistas das histórias contadas no filme.

Violência

Os indígenas da etnia Aikewara, também conhecidos como “Suruí do Pará”, foram vítimas de graves violações de direitos humanos, ao terem sido forçados a se envolver com a repressão das Forças Armadas à Guerrilha do Araguaia, na primeira metade da década de 70, no sudeste do Pará. Os indígenas foram tratados como prisioneiros de guerra, as mulheres e crianças foram diuturnamente vigiados na aldeia, enquanto os homens adultos, recrutados à força, com o aval da Funai, foram usados como guias na mata, como escudos humanos, sofreram a violência das privações e humilhações, carregando cargas pesadas às costas para os militares, dormindo ao relento na estação das chuvas, com fome, sede e medo sob a mira das armas, na “caça” aos guerrilheiros.

 

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